Produção literária e audiovisual paraense ganha destaque na Feira do Livro

Bate-papo debateu o processo criativo e a relevância de valorizar os elementos da cultura amazônica nas telas e na literatura


Dois grandes nomes do universo literário e audiovisual paraense participaram de um bate-papo, na noite deste sábado (5), durante a programação da 29º Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, que abordou a discussão voltada para as Vozes das Telas. Com a participação do público, o escritor e dramaturgo, Edyr Proença, e o diretor e roteirista, Fernando Segtowick, abordaram o processo criativo e a  importância da produção de obras literárias e  audiovisuais, que valorizam os elementos da cultura amazônica. 

Durante o encontro, o escritor, jornalista, escritor, dramaturgo e diretor de teatro, Edyr Proença, destacou os desafios da produção do audiovisual, especialmente em relação à adaptação das obras literárias paraenses  que são  transformadas em obras cinematográficas, além de abordar a preservação dos elementos essenciais de cada história. Edyr Proença também reforçou que a cultura paraense é sua principal fonte inspiradora para a literatura, destacando a potencialidade das raízes amazônicas na contação de histórias.

Outro ponto importante do bate-papo foi o processo de construção das obras da literatura e do audiovisual. Edyr Proença, que já teve seu livro chamado “Pssica“ adaptado para a minissérie com o mesmo nome na Netflix,  explicou que se inspira em histórias que lê no noticiário do cotidiano para elaborar cada capítulo de suas obras. Com isso os textos ganham ritmo a cada página para prender a atenção do leitor. “O começo da história eu sei, mas o meio e o fim  eu não sei. Quando escrevo eu vivo essa aventura e confio no leitor para viver essa história  também comigo”, ressaltou.

Segundo o diretor e roteirista de curtas e longa-metragens e séries televisivas, Fernando Segtowick, o processo de criação voltado para a construção do roteiro no cinema é totalmente diferente da literatura já que a história é elaborada de forma mais linear, com princípio, meio e fim para que a obra ganhe vida nas telas. Ele explicou que seu trabalho no audiovisual é focado totalmente na Região Amazônica. Entre os trabalhos mais importantes estão os filmes Matinta (2010), No Movimento da Fé (2013) e O Reflexo do Lago (2020).


A engenheira, Mayara Siqueira, de 33 anos, é uma das leitoras que acompanha a carreira do escritor e dramaturgo, Edyr Proença, e conta que também se interessou em acompanhar o bate-papo, pois também está desenvolvendo um trabalho na área do audiovisual. “A programação é muito importante para valorizar os artistas da nossa terra e com a COP 30 acredito que Belém ganhou muito mais visibilidade. É importante divulgar os autores da atualidade, como o Edyr Proença, e também os autores paraenses antigos, como Dalcídio Jurandir“.

Valorização

O escritor Edyr Proença também  reforçou a  importância da visibilidade dos autores paraenses dentro da programação da Feira do Livro. “Nós temos uma cultura muito forte, acho que a Feira do Livro se tornou um espaço ideal para os escritores paraenses entrarem em contato com seus leitores. Tenho orgulho de já ter sido homenageado anteriormente, todos nós temos que prestigiar os escritores paraenses, que desenvolvem um trabalho magnífico e nós precisamos amar cada vez mais nosso Estado, nossa cidade e a nossa cultura”. 

Já o diretor Fernando Segtowick enfatizou que a oportunidade de levar o audiovisual paraense para ganhar destaque dentro da programação da Feira do Livro como estratégia fundamental para a valorização do cinema produzido no Estado. “Acho que esse espaço é incrível, porque o audiovisual ou  literatura  têm tornado  a nossa região cada dia  mais conhecida pelo público nacional e internacional. Então esse encontro com o Edyr foi muito feliz, pois a gente pode falar de diferentes linguagens e como que a gente está tratando as nossas questões”, ressaltou.

Texto: Fabiana Otero/AGE

06/09/2026 14h02 - Atualizada em 06/09/2026 15h11
Por Comunicação (Feira do Livro)