Academia de Letras de Ananindeua homenageia escritores paraenses com 'Vozes Amazônidas'

O sarau reuniu adultos e crianças no estande da Fundação Cultual do Pará na Feira do Livro. Leitura de poemas e valorização da literatura regional fizeram parte da programação.



Literatura, poesia e memória marcaram o Sarau Literário Vozes Amazônidas, realizado neste sábado (5), pela Academia de Letras de Ananindeua, no estande da Fundação Cultural do Pará (FCP), durante a 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém. A programação destacou a produção literária paraense e homenageou escritores que contribuíram para a cultura amazônica, entre os quais o paraense Luiz Peixoto (criador do personagem Jabutigão), um dos homenageados desta edição da Feira.

No estande da FCP, Luiz Peixoto recebeu a homenagem durante o sarau, e falou sobre a emoção de ter seu trabalho reconhecido. Para o escritor, que já publicou 23 livros, “é um negócio fabuloso receber essa homenagem. Muita emoção. O coração pulsa forte, e eu estou muito feliz. Eu fui homenageado várias vezes, até em outros estados, mas essa homenagem é o teto. Estou muito feliz”.

Além da homenagem a Luiz Peixoto, o sarau foi dedicado à memória de escritores paraenses já falecidos recentemente, como Heliana Barriga, Sival Santos, Donato Sarmento e Lígia Saavedra - que era integrante da Academia de Letras de Ananindeua.

Visibilidade - Segundo a presidente da Academia, Rejani Aguiar de Souza, a instituição participa da Feira Pan-Amazônica do Livro desde 2022, utilizando o espaço para aproximar a literatura do público e dar visibilidade aos autores da região. “A Academia de Letras de Ananindeua está aqui desde 2022, fazendo uma intervenção para as raízes das culturas, seja na literatura, na música, na poesia, na leitura, no cordel em geral. A gente traz esse sarau para dar visibilidade aos nossos autores da terra. A Academia de Letras está saindo do papel, do lugar de estar sentadinho lá como literatos, e indo para a rua fazer cultura”, disse Rejani.

A programação também contou com a participação de membros da Academia, que apresentaram poemas e textos em homenagem aos escritores. Entre eles estava Raimundo Lima, que dedicou sua participação a Luiz Peixoto, de quem é amigo há cerca de duas décadas. Raimundo contou que conheceu o escritor no Bosque Rodrigues Alves, em Belém, onde Luiz Peixoto costumava circular caracterizado como Jabutigão e interagir com os visitantes. A experiência despertou sua admiração pelo escritor, e influenciou sua própria trajetória na literatura e contação de histórias.


“Eu me tornei fã dele. Fui me aproximando, fiz amizade e disse: ‘um dia eu quero ser como o senhor’. Hoje, tenho dois livros lançados e me tornei contador de histórias profissional”, informou Raimundo Lima.

Paula Castro acompanhou a programação ao lado do filho, Lourenço, 11 anos. Para ela, o contato com manifestações literárias desde a infância contribui para aproximar novas gerações da cultura. “Eu acho muito importante. Desde quando eu era criança, sempre tive contato com esse tipo de cultura, e sempre presenciei sarau. Meu avô também tinha um grupo de apresentação. Acho muito legal e muito importante”, ressaltou a visitante da Feira.

Texto: Matheus Maciel - Ascom/FCP

06/09/2026 11h01
Por Comunicação (Feira do Livro)