Autoras conversam sobre escrita feminina na Amazônia paraense na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes
oda de conversa destacou o protagonismo feminino, diferentes perspectivas e a importância da literatura produzida por mulheres nortistas
A Fundação Cultural do Pará (FCP) promoveu, na noite de quarta-feira (2), durante a 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, uma roda de conversa com o tema “A escrita feminina contemporânea na Amazônia paraense”. A atividade reuniu autoras paraenses para compartilhar experiências com a literatura, ampliar a visibilidade da produção feminina e valorizar diferentes vozes e perspectivas da escrita na região.
O encontro contou com a participação das escritoras Gleice Corrêa Garcia, cronista e contista, e Maria Helena Viana, poeta e autora de livros voltados ao público infantojuvenil. Durante a programação, as convidadas apresentaram suas obras e falaram sobre seus processos de escrita, o protagonismo feminino na literatura e a importância de valorizar o lugar de fala das mulheres paraenses.
A atividade também contou com a exposição de obras da Editora Populivros, fortalecendo a divulgação da literatura paraense no estande da FCP, no evento literário.
Literatura como espaço de expressão
No decorrer da roda de conversa, Gleice Corrêa Garcia destacou a relação entre escrita, leitura e bem-estar. Autora do livro infantil “Aurora e o Arco-íris” e de “Miguxas e Outras Crônicas”, premiado pela Academia Paraense de Letras, em 2015, na categoria de melhor livro de crônicas, a escritora compartilhou reflexões sobre sua trajetória literária.
“A literatura é terapia, não só para ler, mas para quem escreve também”, afirmou Gleice. Ela ressaltou a literatura paraense como espaço de expressão e compartilhamento de experiências, destacando o papel da escrita na construção de diferentes perspectivas e na valorização das vozes femininas na Amazônia.
Histórias que ampliam horizontes
A poeta e escritora Maria Helena Viana, autora de “Henrique, o rei do tatame”, compartilhou com o público sua relação com a literatura e a escrita. Com obras voltadas ao público infantojuvenil, ela destacou a importância da leitura para a formação de leitores e para a ampliação de perspectivas. “Quando a pessoa começa a ler, ela começa a alargar seus horizontes”, afirmou
Maria Helena também falou sobre a satisfação proporcionada pelo ato de escrever e o desejo de continuar compartilhando histórias. “Gosto de escrever, me realizo como escritora. Acho que tenho muitas histórias para contar”, disse.
A roda de conversa reforçou a importância de ampliar espaços para que as mulheres sejam ouvidas e tenham suas vozes reconhecidas na literatura, especialmente diante de contextos em que suas experiências e perspectivas ainda são silenciadas. Por meio da escrita produzida por mulheres na região norte, essas vozes ganham espaço, visibilidade e força, contribuindo para ampliar as diferentes narrativas sobre a Amazônia e valorizar a produção literária paraense.
A programação da Fundação Cultural do Pará na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes segue até domingo (6), com atividades que contemplam diferentes manifestações culturais e literárias.
Texto: Gláucia Bandeira / Ascom FCP
Por Comunicação (Feira do Livro)




