Willy Lima leva brega, carimbó e 'rock doido' ao público da Feira Pan-Amazônica do Livro
Cantor paraense foi a atração da programação musical com repertório eclético, que celebra a força da cultura e identidade amazônicas
O encerramento da programação de quinta-feira (3) da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi marcado pela música e diversidade da cultura regional com o show do cantor paraense Willy Lima, cujo repertório passeou por várias vertentes da música produzida no Pará, reunindo canções românticas, brega, carimbó e o irreverente “rock doido”.
Com seis anos de carreira, Willy Lima, nome artístico de William Lima, nasceu em Curralinho, município do Arquipélago do Marajó, e chegou a Belém em 2019, ano em que iniciou sua trajetória artística. Desde então, o cantor vem construindo uma identidade musical própria e ampliando sua presença no cenário musical além do território paraense.
“Eu tenho orgulho em dizer que levo a cultura paraense hoje não só para o Pará, mas também para outros estados da Região Norte”, informou o artista.
Identidade musical - Ao longo da carreira, Willy lançou trabalhos como "Na Prainha" e "Boteco Paraense", que alcançaram milhões de visualizações nas redes sociais. Para ele, a conexão com o público está diretamente relacionada à valorização de uma identidade musical paraense, presente tanto nas composições quanto nas releituras de clássicos do Pará e de outras regiões do Brasil.
“A galera tem se conectado com a gente através da nossa identidade musical, das releituras que fizemos de alguns clássicos paraenses, e também do Brasil. Cada vez mais a gente tem alcançado o público, e a galera tem se identificado com a nossa identidade”, destacou.
As releituras encantaram a diarista Flávia Martins, que chegou cedo à Arena Multivozes para garantir um lugar perto do palco. “Ele canta umas músicas que me levam à nostalgia porque o meu avô ouvia essas músicas do Marajó. Lembro que meu avô tinha coleção dos discos com essas músicas que hoje o Willy canta em um ritmo mais dançante. E isso fez com que eu me apaixonasse pelo trabalho e, sempre que posso, assisto aos seus shows”, disse Flávia.
Leitura, cultura e música - Para Willy Lima, a presença da programação musical em um evento dedicado ao livro amplia a experiência do público e reforça a importância de iniciativas que aproximam diversas manifestações culturais.
Durante a visita à Feira, o cantor contou que encontrou estudantes e professores, e lembrou da própria época de escola. Leitor, ele também destacou a importância da leitura como instrumento de transformação.
“Ver um movimento como esse, um evento como esse, trazendo isso para o povo paraense, é muito importante. Sem dúvida alguma, a leitura transforma, a cultura transforma, e misturar tudo isso faz com que seja um evento de grande magnitude. Eu acho isso muito lindo”, afirmou o artista.
Texto: Ascom/FCP
Por Comunicação (Feira do Livro)




