Música e dança movimentam programação na manhã desta terça-feira na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes
Apresentações destacaram o trabalho desenvolvido nas escolas e a participação dos estudantes por meio da arte e da cultura.
A programação desta terça-feira, (1), da 29ª Feira do Livro, reuniu música, dança, cultura popular e manifestações que valorizam a identidade cultural paraense por meio das escolas participantes. As atividades começaram com a apresentação do Projeto Lítero Musical, da Escola Emiliana Sarmento, logo após com a apresentação “Dança Tecnobrega: Cultura e Identidade”, da Escola Anísio Teixeira.
O Projeto Lítero Musical levou ao palco uma homenagem ao compositor Luiz Peixoto, resultado de um trabalho desenvolvido ao longo das atividades escolares. A proposta envolveu professores de diferentes áreas e alunos em um processo que passou pela leitura e pelas artes até chegar à música e ao movimento.
A educadora física Valdenize Ramos explica que a construção da atividade acontece de forma integrada, unindo todas as disciplinas escolares. “Nós desenvolvemos arte, leitura e movimento, em parceria com as professoras que trabalham a parte literária, até chegar à parte musical”, destacou.
Para Leonardo, coordenador do grupo, o resultado apresentado na feira mostra a união entre as diferentes disciplinas e a importância de fomentar a arte dentro da educação.
Entre os alunos que participaram da apresentação estava Sofia Pantoja, que falou sobre a experiência de integrar o projeto. “Foi uma experiência legal, fiquei feliz e vai ficar na nossa memória. Todos foram muito bons”, contou.
O segundo grupo a subir ao palco foi da Escola Anísio Teixeira, com a apresentação “Dança Tecnobrega: Cultura e Identidade”. Ao som de ritmos paraenses, os alunos mostraram um pouco do tecnobrega e do tecnomelody por meio da dança, mostrando um pouco da identidade cultural do estado.
A bibliotecária da escola, Sílvia Magno, destaca que a proposta é fazer com que os alunos tenham contato com a cultura paraense de diferentes formas. “É muito importante dar uma dinâmica maior para não ficar somente no livro, mas expandir para outras culturas, como o tecnomelody e o brega, que fazem parte da nossa identidade”, explicou.
A dança foi apresentada por quatro alunos que levaram ao palco movimentos característicos do tecnobrega.
Entre os participantes estavam Kallel Ximenes e Maria Clara, que também falaram sobre a experiência de representar, por meio da dança, um ritmo presente na cultura paraense. “Para mim é muito importante estar representando o nosso Estado. Minha família curte muito esse tipo de música e esse estilo de dança, e acho que eles vão se sentir muito orgulhosos”, contou kallel.
Maria Clara também falou da ligação com a dança desde a infância. “É algo que eu cresci fazendo desde pequena, com meu pai. Estar aqui representando a nossa cultura e também a minha escola. É uma oportunidade maravilhosa para a gente”, afirmou.
As apresentações da manhã reuniram música, dança e educação, mostrando diferentes formas de trabalhar a arte e a cultura com os estudantes.
Texto: Jhuly Cavalcante, sob supervisão da jornalista Lorena Saraiva
Por Comunicação (Feira do Livro)
