Eloi Iglesias encerra mais um dia da 29ª Feira do Livro valorizando música, memória e diversidade
Símbolo da comunidade LGBTQIAPN+, o cantor paraense empolgou o público com clássicos da música brasileira, canções autorais e homenagens a Nazaré Pereira e Cazuza
Diante de uma plateia empolgada, que cantou, dançou e acompanhou cada momento da apresentação, o cantor paraense Eloi Iglesias encerrou o terceiro dia da 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém. No repertório, músicas que emocionaram o público e exaltaram a diversidade. No palco da Arena Multivozes, o artista cantou clássicos da música brasileira, canções autorais, enaltecendo a cultura nacional, com ênfase na amazônica.
Segundo Eloi Iglesias, o convite para a programação musical da Feira representou o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de décadas, e uma oportunidade de reforçar a importância da inclusão. "Estar hoje na 29ª Feira do Livro, que eu conheço desde a 1º edição, é maravilhoso. Esse dia acontece porque houve uma política para que isso aconteça. Eu me sinto supercontemplado. Mostra que a Secretaria de Cultura tá num caminho onde ela respeita esse lugar. É um lugar que me pertence. Eu me sinto pertencente a esse lugar”, garantiu o artista.
No dia em que a Feira dedicou espaços às "Vozes da Diversidade e Inclusão", a participação do cantor ganhou um significado especial, por integrar ações voltadas à comunidade LGBTQIAPN+, ampliando a presença das vozes da diversidade em um dos maiores espaços culturais da Amazônia.
Marcus Alexandre foi conhecer a Feira e gostou da atração do show de encerramento. “O Eloi Iglesias, esse ícone da cultura paraense, vai nos presentear com esse show. O Eloi é a própria história da música paraense, da arte paraense. Alegria, música de qualidade, muita agitação, interação com o público e sonoridade da melhor representação da música feita no Estado do Pará e na Amazônia brasileira”, frisou.
Homenagens - O repertório destacou o trabalho da cantora e atriz Nazaré Pereira, artista homenageada nesta edição da Feira Pan-Amazônica do Livro por sua trajetória de valorização da cultura amazônica e pela difusão da música da região fora do Pará. Eloi também reverenciou os 30 anos de falecimento do cantor Cazuza, um dos grandes nomes da música brasileira e símbolo da luta por liberdade e diversidade.
A escritora e painelista Telma Cunha acompanhou o show com entusiasmo. “Adoro a MPB e acompanho o Eloi desde mocinha. Olha, é sempre grande a expectativa para o show desse ícone”, disse Telma.
Durante o show, o artista defendeu a ocupação dos espaços culturais como forma de ampliar debates sobre a realidade da população LGBTQIAPN+. Temas como saúde mental, envelhecimento e inclusão foram lembrados pelo cantor, acrescentando que eles precisam ser discutidos além das celebrações.
A apresentação encerrou a noite, reforçando a música como instrumento de memória, identidade, resistência e celebração.
Texto por Lucas Freitas/SECOM
Por Comunicação (Feira do Livro)
