Dona Alcedina, poeta de 63 anos descoberta no TerPaz, estreia poemas na 24ª Feira Pan Amazônica do Livro e das Multivozes


Dona Alcedina (63 anos) descobriu vocação para poesia buscando cuidados médicos. Hoje declama poemas na Feira do Livro

"As palavras fluem de dentro de mim. Eu olho, eu penso, eu sinto, eu escrevo". É assim que dona Alcedina, de 63 anos, explica sua vocação para a poesia. Embora não faça tanto tempo desde que a dona de casa se descobriu poeta, ela conta que sempre gostou de criar. "Desde que eu me entendi, comecei. Fazia na igreja, pra aniversários... Você só precisa me falar o tema e eu crio", explica. 

Atendida pelo programa TerPaz há alguns meses, foi no contato com a equipe técnica que ela tornou público seu talento. Neste sábado (4), ela veio como convidada até o estande do projeto na 24ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes para declamar algumas de suas criações - em particular, um poema que foi escrito especialmente para a ocasião.

Dona Alcedina chegou ao TerPaz em busca de cuidados médicos. Ela precisava de atendimento de especialistas e acabou encontrando, além de atenção à saúde, acolhimento e amizade. 

″O TerPaz me reconheceu. Assim como eu vi neles um amor pelos necessitados, eles viram em mim um dom, que é a poesia″, diz a poeta

“A gente precisa muito de tudo na nossa vida. É muito difícil para a gente, da classe menos favorecida, conseguir. Eu vi na programação do TerPaz o amor que eles têm pelas pessoas. Eu fui lá atrás de uma consulta e consegui tantas coisas... Então quis fazer uma poesia com palavras de agradecimento. Para mim, é algo que Deus mandou pra ajudar". 

Juliana Barroso, diretora geral do Núcleo de Articulação da Cidadania, conta que é uma das fãs de Alcedina. "Eu coordeno uma instância de governança que é responsável tanto pela execução do projeto quanto pelo contato com a comunidade. Quando conheci a dona Alcedina, ela já participava das nossas ações há algum tempo. No último sábado, ela pediu licença para contar que tinha feito um poema sobre o TerPaz. Ela declamou e a gente se emocionou muito", relembra.

Juliana, então, convidou a artista para vir até a Feira.  "Queríamos trazer os territórios para dentro do estande do TerPaz. A gente a trouxe porque ela tem tudo a ver com a leitura, o conhecimento, a produção local e as vozes que esta Feira está propagando", elogia a diretora. Dona Alcedina está ansiosa e empolgada com a estreia no evento. 

"Fiz um poema hoje para a Feira do Livro. Se deixarem, eu vou declamar. Fico muito feliz, porque a gente tem um dom que Deus nos dá e as pessoas não reconhecem. O TerPaz me reconheceu. Assim como eu vi neles um amor verdadeiro pelas pessoas que necessitam, eles viram também em mim um dom, que é a poesia". 

Serviço:

A 24ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes acontece até domingo (05), de 9h às 21h, na Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho.  

Texto: Camila Barbalho (FCP)

04/12/2021 16h34 - Atualizada em 04/12/2021 17h43
Por Ascom (Feira do Livro)