Estande da Imprensa Oficial do Estado lança sexta edição de “Lendas Amazônicas para Crianças”


As lendas e histórias que permeiam o imaginário do povo amazônico são contadas em uma versão bem diferente no livro “Lendas Amazônicas para crianças”, da pesquisadora e pedagoga Nazaré Mello, lançado no estande da Imprensa Oficial do Estado (Ioepa), na manhã deste sábado (16), na 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no Hangar, em Belém. No estande da Ioepa, a autora autografa a obra, considerada um best-seller em vendas nas feiras do livro, e que já está na sexta edição.

Composto por oito contos e histórias sobre a Amazônia com versões para a literatura infanto-juvenil em uma dramaturgia regional, o livro já é referência para crianças e ganhou prefácio de João de Jesus Paes Loureiro, que elogia a autora por “recolher” e “recriar” algumas narrativas, “adaptando-as às circunstâncias de hoje, sem que se perdesse o frescor e a leveza que sempre as impregnou e que se fazem a circunstância de sua alma”. 

A autora é mestra em Ciências da Educação e especialista em Educação Infantil e já pesquisa as lendas há muitos anos para encontrar novas formas de atingir o público-alvo dos seus livros. Ela procurou trazer novas versões de lendas muito conhecidas pelos adultos e que são contadas em versões que mais assustam que distanciam as crianças ao interesse pela literatura, como a lendas da Vitória Régia, Muiraquitã, Mãe d’água, Boto, Cobra Grande e Matinta Pereira.

Segundo Nazaré Mello, uma lenda que ela sempre reforça em seus livros é a do Muiraquitã. “Eu venho divulgando esta lenda desde a primeira edição do livro, referendando bastante a questão de ele ser um amuleto da sorte, por que ele é um sapinho, por que é verde e reforço que tem conotação de dar sorte a alguém”, explicou a autora, ao ressaltar que este trabalho e resultado de um estudo sobre as raízes e cultura da Amazônia. 

Entre tantas versões da lenda da Vitória Régia, a autora também escolheu contar a que mais se adapta ao entendimento do público infantil. Já a história da Matinta Pereira ganha uma conotação menos aterrorizante, sem perder o mistério e o suspense que a própria história carrega. 

Outra versão que pode ser contada pelas mães e pais ou pelos educadores de uma forma bem diferente é a do Boto. “Há vinte anos, existia um preconceito grande com o boto, por ele engravidar as moças e abandoná-las. Fiz uma historia que em nenhum momento precisei falar em erotismo e sexo. O boto é considerado um salvador de náufragos”, pontuou Mello, que reforça esta versão do personagem em outros livros já lançados.

As últimas páginas trazem jogos dos sete erros, caça palavras, labirinto e um questionário sobre interpretação de texto que pode ser trabalhado com as crianças em casa ou na sala de aula.

Segundo o presidente da Ioepa, Jorge Panzera, esta obra vem contribuindo para o fortalecimento da cultura regional e, principalmente, para práticas educativas que envolvam crianças. “Ao terem contato com a literatura e o imaginário popular dos contos e lendas, as crianças se desenvolvem sentimental e emocionalmente, o que contribui em muito para sua formação social”, disse ele.

Serviço
A sexta edição de Lendas Amazônicas, Nazaré Mello, é um lançamento da Editora Pública Dalcídio Jurandir e custa R$ 40, no estande da Ioepa. Por ser lançamento, a autora está vendendo a obra por R$ 30. Mais informações pelo (91) 8802-0626.

Texto: Julie Rocha (Ascom/Ioepa)

16/09/2023 12h10 - Atualizada em 16/09/2023 12h14
Por Comunicação (Feira do Livro)