Celebração à cultura marajoara encanta público da Feira do Livro


O show que reuniu artistas marajoaras em formação até então inédita na noite desta sexta-feira (15), durante a programação da 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, encantou o público presente no Hangar Centro de Convenções, que vivenciou uma verdadeira celebração à cultura praiana de Soure e Salvaterra. Mestre Damasceno e Nativos Marajoara, Cruzeirinho e Tambores do Pascoval foram os responsáveis pela experiência regada à carimbó, toada, xote e lundu.

O momento teve iniciou com um cortejo, que seguiu com a imagem de São Sebastião da Arena Multivozes, no meio do salão Hangar, até próximo a área do estacionamento, onde está instalado o palco de shows desta edição, a Arena Amazônia. O momento foi de celebração e também um verdadeiro convite a quem estava transitando pela Feira. No palco, a imagem de São Sebastião foi alocada. E então, teve início o show. 

Mestre Damaceno, que havia participado de um painel na Arena Multivozes falando sobre “Entre Bois e Encantados na Cultura Marajoara”, subiu ao palco com seu costumeiro sorriso largo e logo arrebatou o público. “Estou muito feliz por ter sido convidado mais uma vez para a Feira do Livro e por poder representar meu Marajó, que é minha inspiração”, disse o mestre, um dos principais expoentes da música marajoara com mais de 50 anos de carreira.  

A fotógrafa Priscila Olandim, de 40 anos, que aproveitou o show ao lado da filha, a pequena Lara, de 5 anos, contou que veio ao Hangar especialmente para a apresentação. “Costumamos ir bastante à Soure e Salvaterra  e a minha filha é apaixonada por carimbó. Nós somos. Então não podíamos perder”, contou Priscila, enquanto Lara não parava quieta, rodando sua saia especialmente confeccionada pelas costureiras do Tambores do Pascoval. 

Durante o show, o público pode prestigiar um pouco de cada grupo. Os artistas transitaram um pelo repertório do outro. “É do Marajó, é do Marajó, nosso Carimbó é quente. Do Pará, ele é o melhor”, cantou o Cruzeirinho, arrancando aplausos e embalando a dança do público. “É impossível não se mexer pelo menos um pouco. Nossa cultura é maravilhosa!”, disse a professora Luciana Teles, de 33 anos. 

A apresentação desta noite foi especialmente pensada para a Feira do Livro, que dedicou toda a programação de sexta às “Vozes do Marajó”. “Eles já se conhecem e tocam as músicas uns dos outros, mas subirem juntos ao palco é algo inédito. Pensamos neste formato para a Feira, algo único. Daí saiu o nome: Coletivo Marajoara. Estes três grupos são potências da região do Marajó, entregam muita sonoridade e animação. Estamos felizes de fecharmos este dia tão especial na Feira do Livro”, disse Guto Nunes, produtor do Coletivo.

Texto: Amanda Engelke (Ascom/Secult)

15/09/2023 21h40 - Atualizada em 17/09/2023 08h57
Por Comunicação (Feira do Livro)