Feira do Livro e das Multivozes estimula criação literária do público infantil e a preservação da cultura paraense


A quinta maior feira literária do Brasil, a Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, que recebe em média 35 mil pessoas diariamente, é também um espaço para potencializar a produção local, reconhecendo a riqueza cultural e artística do povo paraense. Os jovens leitores e também autores, têm a possibilidade de apresentar suas obras e resgatar a memória de seus antepassados. Nesta semana, diversas obras infantis foram lançadas no estande da Imprensa Oficial do Estado (IOEPA) produzidas pela editora Dalcídio Jurandir, entre elas estão 'O incrível diário de Ana Vitória', da autora Ana Vitória Simão de Cravalho e 'Laís', de Tayná Daniele. 

Nesta quinta-feira (14), estudantes da Escola Estadual Ruth Passarinho, localizada no bairro do Curió-Utinga, fizeram o lançamento do “Dicionário Nossa Língua, Nossa Cultura". As expressões “Pai D’Égua”, “Di rocha”, “Égua mano, Tô brocado!”, “caramba” e “gororoba” são algumas da palavras bastante usadas no cotidiano de quem mora no Pará e que foram objeto de um trabalho sobre variação linguística da disciplina Língua Portuguesa.

Além do espaço dedicado as obras produzidas pela imprensa oficial, na maioria dos mais de 220 estantes presentes na feira, houve o lançamento de livros que retrataram o conhecimento dos paraenses. No estande da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), cinco alunos representaram a turma do 4º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Norma Morhy que fizeram o lançamento do livro 'Filhos da terra, frutos da Amazônia'. 

"O livro surgiu a partir de uma atividade em sala de aula “Pequenos repórteres”, disciplina de Língua Portuguesa, assunto: notícias. Os alunos precisavam entrevistar os mais velhos (vizinhos, avós, pais…) perguntando questões sobre a infância. A partir das respostas, surgiu o interesse de construir um livro (contos) que contassem sobre culinária, brincadeiras e lendas de infância que hoje já não são tão lembradas. Então, decidimos resgatar esses saberes e costumes para propagar tais conhecimentos por meio de desenhos (feitos pelos alunos) e respostas  dos entrevistados. Eu como professor estrou com a sensação de dever cumprido", explicou Ayrton Senna Paixão.

"Podemos concluir que esse livro resgata os costumes, os valores e lendas que aprendemos com os nossos antepassados e nos fazem refletir sobre a importância da preservação sobre o mistério da natureza, os segredos da vida e da diversão infinita", disse a aluna Steffany Ribeiro.

A  professora Luzinete Antunes ressalta a importância de espaços como a Feira do Livro para a democratização da leitura e o incentivo à produção literária local. "Fazer o lançamento da publicação na Feira é essencial pra divulgar o resultado do nosso projeto para um público mais amplo e leitor. Também muito importante para os alunos no desenvolvimento da comunicação oral", frisou. A professora acrescentou ainda que "o livro é um resgate das nossas tradições, da nossa cultura e ficou muito lindo, as crianças apresentaram de forma encantadora", concluiu.

15/09/2023 16h53 - Atualizada em 15/09/2023 18h33
Por Comunicação (Feira do Livro)